Em defesa do zumbido

O breve comentário feito para a edição 607 da Revista Cidade Nova sobre o desaparecimento de abelhas, baseado em estudo da US Fish and Wildlife Service, chama a atenção para a gravidade do problema, que só será resolvido com conscientização de produtores e consumidores.

No Brasil, a iniciativa internacional Bee or no to be?, encabeçada pelo professor Lionel Segui Gonçalves, tenta conscientizar sobre o problema. Entre os projetos está o aplicativo Bee Alert, para o registro de mortes e perdas expressivas de abelhas em apiários, que, em 2015, já apresentava cerca de 12 mil colmeias perdidas e mais de 700 milhões de abelhas mortas na América Latina. Para a organização, é necessário que o governo brasileiro atue em prol da apicultura para conter a extinção.

Desde 2014, venho discutindo o assunto na Cidade Nova, quando o Brasil não assinou o Protocolo de Nagoya, em vigor desde outubro daquele ano. Ratificado por 51 países, o principal aspecto do acordo é regulamentar o acesso aos recursos genéticos e o compartilhamento de benefícios da biodiversidade. A justificativa do Brasil para ficar de fora? A possível dificuldade que o protocolo iria criar para o agronegócio, pois seus principais produtos, como a soja, são baseados em espécies animais e plantas não nativas do Brasil, trazidas originalmente de outros países. Leia mais sobre este assunto aqui.